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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pontos Turisticos pouco convencionais (parte 10): Transporte urbano

Se fizessem uma pesquisa em cidades de todo o mundo, descobririam que o juizforano é um dos povos mais felizes do mundo.

Mas por que?

Porque além de morarmos na Princesa de Minas, que nos presenteia a cada dia com uma jóia mais preciosa, como o Chuveirão, a Pirâmide, os prédios simpáticos e a horda de milhões de pombos da paz, possuímos um exemplar sistema de transporte urbano, digno de grandes megalópoles do mundo como Nova York, Tóquio ou Matias Barbosa.

Exemplar do mais moderno veículo de transporte coletivo de JF City. De tão valioso e arrojado, fica trancafiado em um Parque (sic) da cidade. Fonte: http://divoltaaopassado.blogspot.com/
Quando se trata de transporte coletivo, Juiz de Fora é o bicho! Extinguimos o Xangai e o Expresso da Mantiqueira por achar que eles eram obsoletos, apesar dele transportar dezenas de pessoas para a Zona Norte por poucos centavos. Após anos convivendo com os ultra-modernos ônibus nos pontos confortáveis da Rio Branco e Getúlio, nossos prefeitos bolaram o sistema Articulado, que previa um terminal na Zona Norte e grandes ônibus-sanfonas. Assim, o bravo juizforano, acostumado com suas longas viagens à Benfica, poderia pelo menos cruzar a fronteira entre os dois países pagando apenas uma passagem.

Não precisamos relembrar que isso tudo foi um fiasco... e os ônibus articulados comprados com auxílio do recurso público sumiram e ninguém sabe para onde eles foram. Rumores dizem que eles ganharão uma jaula no Parque da Lajinha ao lado dos antigos bondes...

Sanfona de Itu. Fonte: http://urbarquitetura.blogspot.com

Depois disso, uma nova onda de modernidade invadiu a cidade. Os cartões nos lugares dos vale-transportes, para desespero dos tiozinhos que compravam e vendiam vales no centro da cidade e para os adolescentes que usavam o ticket para comprar coca-cola e pipoca por aí.

Mais recentemente, precisamos nos acostumar a entrar pela frente do ônibus, dar bom dia ao motorista, e sair por trás, sem ter que falar 'valeu aí motor!!'. São os ônibus de JF servindo como a metáfora do desenvolvimento da cidade: de frente para trás.

Mas nada mudou tanto a vida dos habitantes dessa bela cidade quanto as televisões internas. LCD, tela plana, alta definição. Maravilha! Agora, um juizforano descontente com o seu dia e sua vida, pode viajar tranquilo até Benfica, munido de seu passaporte, e saber enquanto as três horas de viagem duram, sobre o seu signo, sobre os livros que deve ler (a maioria de auto-ajuda), sobre "altos papos", enigmas super intrigantes e o melhor, cantadas infalíveis* que podem ser usadas na mesma hora com aquela loira de mini-saia sentada no banco ao lado!!!!

Percebam o interesse inabalável da passageira a frente. Maravilha!
Foto enviada por uma fiel leitora e tuiteira!
Agora vai hein?! Para ir confortavelmente apertado entre 50 pessoas, pagando a merreca de R$ 1,80**, mas vendo a interessantíssima TV indoor, beleza! Agora sim a nossa vida está melhor e mais feliz! Obrigado Astransp, Open TV e PJF!

Turma do desodorante


*Copiadas discaradamente do Chongas
** Juiz de Fora tem a passagem mais cara que São Paulo, que custa R$ 3,00. É isso memsmo! Vamos a um exercício de matemática simples: Em JF, se você deseja sair do Teixeiras e ir até a Bolívia Benfica, você precisa ir até o centro pagando R$ 1,80 descendo na Rio Branco, andar pelo centro até chegar à Getúlio Vargas (a avenida mais amada da cidade, segundo uma comunidade no orkut). Lá na GV, você deve pegar outro ônibus e pagar mais R$ 1,80 para chegar até o seu destino final. Ou seja, ao fim da aventura, você gastou R$ 3,60. E se você apenas for lá entregar um documento, por exemplo, e voltar, você gastará mais R$ 3,60 na volta, num total de R$ 7,20. Enquanto isso, em SP, você pode pegar 3 ônibus num período de duas horas e pagar apenas o primeiro, ou seja, R$ 3,00. Esse é o sentido do bilhete magnético: o sistema identifica quantas viagens você fez para você ter direito a não pagar as que são na mesma viagem Em JF, o sentido do bilhete é.... deixa eu ver... ahn... nenhum!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pontos turísticos pouco convencionais (Parte 09): O Aeroporto da Serrinha

Pense em duas coisas que não combinam, diametralmente opostas: fogo e água, cão e gato, doce e salgado, ruas e buracos, chuva e Cabo Frio...

Ok. Feito isso, vamos pensar em aviação. Qual é o princípio básico de um avião? Ele decola, sobe o máximo possível e voa. Quando ele vai aterrissar, ele desce até o chão e pousa em segurança. Certo?

Não se você for um dos heróicos passageiros que voam pelo Aeroporto da Serrinha, em JF.

Primeiro, aeroporto e serra não combinam. Qualquer fã do Mamonas Assassinas sabe desta regra básica de voo. Segundo, fazer um aeroporto em cima de uma serra (mesmo que seja -inha) é realmente um feito digno do Darwin Awards, o prêmio que laureia os seres humanos que desafiam a evolução da espécie.

Para o avião aterrissar, é necessário que o piloto desça o pássaro de metal até que ele toque o chão. Entretanto, se isso for feito na Serrinha, o piloto brincará de Osama Bin Laden com as casas chiques do bairro Aeroporto! É isso mesmo! O nosso aeroporto metropolitano fica em cima de um barranco, sendo um dos raros exemplares no mundo nesta categoria. Genialidade pura!

Além do problema topológico, há na região onde se localiza a belíssima pista de pouso um problema climático pouco compatível com condições de voo: a neblina. Estando o aeroporto instalado em cima de uma serra, a neblina e as nuvens baixas, acompanhadas com aquela chuva persistente e irritante, típica de JF, a Londres de Minas, fazem do Serrinha o aeroporto que mais fecha no Brasil, sem teto para pousos e decolagens!

Mais um título para o Salão de Troféus de JF!

Toda a modernidade do aeroporto Internacional da Serrinha. Rumo a 2014!
(Fonte: Blog da Maria do Resguardo)

Ao se falar em segurança aeronáutica, o que podemos esperar mais, além de um aeroporto localizado no topo de uma serra e que convive quase que diariamente com problemas climáticos? O que pode ser pior?

Nunca duvide da Lei de Murphy em Juiz de Fora... ela sabe ser cruel.

Como se não bastasse os empecilhos supracitados, uns dos três prefeitos que tivemos nos últimos trinta anos* resolveu construir um lixão no Salvaterra, que, além de perfurmar a principal entrada da cidade, colocou pequenos alados negros (a.k.a. urubus) na rota dos potentes aviões que decolam da Serrinha! Tacada de mestre!

E não é só isso! Recentemente, jornalistas do Fantástico (sic) conseguiram embarcar num voo partindo de JF City com uma réplica da AK-47, fuzil preferido de 10 em 10 talebãs! É JF City se inserindo na rota do turismo terrorrista fundamentalista!

Segundo nos informam nossos dedicados, incansáveis, e prestigiados estagiários a prefeitura estaria pensando em contratar Jack Bauer para melhorar a segurança do local!

Mas enquanto isso não acontece, fique atento você, passageiro, que pegou o seu avião rumo a Cabo Frio! Fontes privilegiadas do nosso blog averiguaram que a Al-Qaeda estuda um atentado terrorrista tendo como alvo o Forte da Praia do Forte (jura?), fortaleza-chave na segurança da América do Sul.

* Efeitos do famosos movimento republicando em JF city

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Conexões JF - Lisboa

Ô pá! Juiz de Fora é a Lisboa de Minas!


Todos sabem das conexões históricas que ligam a nossa bela cidade à capital lusitana. Além de termos uma Sociedade Portuguesa na Av. Guadalajara (JF é assim, onde o México se encontra com Portugal), o busto de Camões no Parque Halfeld nos lembra o tempo todo que somos a Lisboa da Zona da Mata Mineira. Quanta honra!


Camões e Juiz de Fora, feitos um para o outro.
Mas o que poucos sabem é que Lisboa fez uma homenagem maior para Juiz de Fora. Lá, do outro lado do Atlântico, uma personalidade juizforana do calibre de Camões faz sucesso. Nossos correspondentes internacionais na Europa flagraram um momento de pura malemolência de um moleque juizforano em busca da sua sobrevivência:

Chokito vendendo jornal
Desiludido de Juiz de Fora, Chokito procurava um lugar onde pudesse soltar a sua pipa em paz. Ouviu do colega escoteiro, que por sua vez ficou sabendo de Camões (seu vizinho de Parque), que Lisboa era um lugar bacana para se divertir. Chokito resolveu tentar a sorte no Velho Continente.

Entretanto, a crise econômica que ronda a terrinha obrigou Chokito a abandonar de vez a sua pipa portuguesa e vender jornais.

Nossos correspondentes internacionais levantaram que o consulado de Juiz de Fora em Lisboa está estudando as alternativas para a deportação do pivete.

Nota dos redatores: Agradecemos a sagaz sugestão da melhor fotógrafa de JF, Letícia e ao Leandro, nosso correspondente internacional, que localizou e fotografou Chokito em Portugal.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pracas expricativas (parte 06) Rei Alberto

Que rei é esse mesmo?
Google diria: "Você quis dizer: Rei Carlos Alberto Bejani"

Mas vamos ao que interessa. Rei Alberto visitou o Brasil em 1922, quando então passou pela estação ferroviária da cidade... Segundo a PJF isso seria o suficiente para render a homenagem ao dito cujo. Se o critério fosse homenagear cada “ilustre” que passa, sobrevoa, ou nada nas praias da grande JF, iria faltar rua. Por outro lado ia facilitar a vida dos vereadores, já que 80% dos projetos aprovados são nomes de rua.

Mas o mais trágico não é isso. O pior é que, o rei que ficou famoso ao responder aos alemães que queriam mover seus soldados pela Bélgica durante a I Guerra Mundial, que “Eu governo uma nação, e não uma estrada” tenha sido transformado em uma ruazinha de JF City cujos buracos fazem pensar que a rua tenha sido bombardeada por caças de guerra.

Nossos informantes apuraram que o próprio governo da Bélgica teria mandado dinheiro para a manutenção da rua. Mas o dinheiro teria se perdido no translado eleitoral do ano passado.

A outra homenagem prestada ao Rei, por outro lado não, é das melhores. Um doce?!
doce Rei Alberto

JF City tem memso uma tradição de bajulação à personagens. Na ocasião da passagem meteórica de Rei Alberto pela cidade, o curso de filosofia e teologia existente por aqui criou um doutorado só para outorgar à majestade real o título de Doutor Honoris Causa. Após a singela homenagem, o doutorado foi fechado e assim permanece até hoje.

Mas o nome na placa da rua continua lá...

Nota dos redatores: O JF(DES)Informação pode até ser um blog de pésssima reputação, que traz para você as informações mais desnecessárias da história de Juiz de Fora. Mas os nossos críticos nunca poderão falar que a gente não faz uma profunda pesquisa histórica para escrever essas palhaçadas...

Pracas expricativas (parte 05): Rua Santa


Nossos informantes averiguaram que essa rua tem a alcunha de "Santa" pois lá aconteceu o fabuloso milagre da multiplicação dos buracos na cidade.

Todos os dias milhares de pessoas passam por essa rua, prestando suas homenagens ao local santificado, caindo em seus buracos miraculosos. Embora, naturalmente, ninguém saiba que esteja prestando as tais homenagens, acreditando que as crateras que ali estão são apenas uma improbidade da PJF... hereges!

A Igreja, que não tem o costume de santificar ruas, vielas e afins abriu essa exceção por um motivo simples: falta do que fazer...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Porque gosto é igual ........... a vontade! Cada um tem o seu!

E isso, caros leitores é a única coisa que define a presença destes postes estilo “colonial” no calçadão da Rua Halfeld!
Vejam quanta harmonia! Como esta peça trazida da França do século XVIII (Dizem alguns que o próprio prefeito viajou diretamente no tempo para buscá-la) engrandece o centro de Juiz de Fora, combinando com tudo a sua volta!
Precisa dizer mais alguma coisa?

Update: Nossos estagiários em São Paulo descobriram que os postes de JF City são levemente inspirados nas luminárias do Viadudo de Santa Ifigênia, no centro da cidade. Ao que parece, as autoridades teriam comprado na Rua 25 de Março alguns exemplares desta relíquia a um preço camarada

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pracas expricativas (parte 04): Shopping Center



Até pouco tempo atrás essa galeria era o nosso único shopping center. E a gente se orgulhava dele!

Hoje, essa placa é tão obsoleta quanto chamar Plutão de planeta.