Se fizessem uma pesquisa em cidades de todo o mundo, descobririam que o juizforano é um dos povos mais felizes do mundo.
Mas por que?
Porque além de morarmos na Princesa de Minas, que nos presenteia a cada dia com uma jóia mais preciosa, como o Chuveirão, a Pirâmide, os prédios simpáticos e a horda de milhões de pombos da paz, possuímos um exemplar sistema de transporte urbano, digno de grandes megalópoles do mundo como Nova York, Tóquio ou Matias Barbosa.
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| Exemplar do mais moderno veículo de transporte coletivo de JF City. De tão valioso e arrojado, fica trancafiado em um Parque (sic) da cidade. Fonte: http://divoltaaopassado.blogspot.com/ |
Quando se trata de transporte coletivo, Juiz de Fora é o bicho! Extinguimos o Xangai e o Expresso da Mantiqueira por achar que eles eram obsoletos, apesar dele transportar dezenas de pessoas para a Zona Norte por poucos centavos. Após anos convivendo com os ultra-modernos ônibus nos pontos confortáveis da Rio Branco e Getúlio, nossos prefeitos bolaram o sistema Articulado, que previa um terminal na Zona Norte e grandes ônibus-sanfonas. Assim, o bravo juizforano, acostumado com suas longas viagens à Benfica, poderia pelo menos cruzar a fronteira entre os dois países pagando apenas uma passagem.
Não precisamos relembrar que isso tudo foi um fiasco... e os ônibus articulados comprados com auxílio do recurso público sumiram e ninguém sabe para onde eles foram. Rumores dizem que eles ganharão uma jaula no Parque da Lajinha ao lado dos antigos bondes...
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| Sanfona de Itu. Fonte: http://urbarquitetura.blogspot.com |
Depois disso, uma nova onda de modernidade invadiu a cidade. Os cartões nos lugares dos vale-transportes, para desespero dos tiozinhos que compravam e vendiam vales no centro da cidade e para os adolescentes que usavam o ticket para comprar coca-cola e pipoca por aí.
Mais recentemente, precisamos nos acostumar a entrar pela frente do ônibus, dar bom dia ao motorista, e sair por trás, sem ter que falar 'valeu aí motor!!'. São os ônibus de JF servindo como a metáfora do desenvolvimento da cidade: de frente para trás.
Mas nada mudou tanto a vida dos habitantes dessa bela cidade quanto as televisões internas. LCD, tela plana, alta definição. Maravilha! Agora, um juizforano descontente com o seu dia e sua vida, pode viajar tranquilo até Benfica, munido de seu passaporte, e saber enquanto as três horas de viagem duram, sobre o seu signo, sobre os livros que deve ler (a maioria de auto-ajuda), sobre "altos papos", enigmas super intrigantes e o melhor, cantadas infalíveis* que podem ser usadas na mesma hora com aquela loira de mini-saia sentada no banco ao lado!!!!
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| Percebam o interesse inabalável da passageira a frente. Maravilha! Foto enviada por uma fiel leitora e tuiteira! |
Agora vai hein?! Para ir confortavelmente apertado entre 50 pessoas, pagando a merreca de R$ 1,80**, mas vendo a interessantíssima TV indoor, beleza! Agora sim a nossa vida está melhor e mais feliz! Obrigado Astransp, Open TV e PJF!
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| Turma do desodorante |
*Copiadas discaradamente do Chongas
** Juiz de Fora tem a passagem mais cara que São Paulo, que custa R$ 3,00. É isso memsmo! Vamos a um exercício de matemática simples: Em JF, se você deseja sair do Teixeiras e ir até a Bolívia Benfica, você precisa ir até o centro pagando R$ 1,80 descendo na Rio Branco, andar pelo centro até chegar à Getúlio Vargas (a avenida mais amada da cidade, segundo uma comunidade no orkut). Lá na GV, você deve pegar outro ônibus e pagar mais R$ 1,80 para chegar até o seu destino final. Ou seja, ao fim da aventura, você gastou R$ 3,60. E se você apenas for lá entregar um documento, por exemplo, e voltar, você gastará mais R$ 3,60 na volta, num total de R$ 7,20. Enquanto isso, em SP, você pode pegar 3 ônibus num período de duas horas e pagar apenas o primeiro, ou seja, R$ 3,00. Esse é o sentido do bilhete magnético: o sistema identifica quantas viagens você fez para você ter direito a não pagar as que são na mesma viagem Em JF, o sentido do bilhete é.... deixa eu ver... ahn... nenhum!











